Arquivo de janeiro de 2010

Hora de encontrar um novo emprego!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SÃO PAULO – O primeiro trimestre do ano é um dos períodos ideais para procurar a recolocação profissional, segundo Adriano José Meirinho, diretor de marketing e comunicação da Catho Online. 

De acordo com o executivo, esse é o momento em que as empresas estão estudando novos projetos para o ano. As principais contratações acontecem nesse período, quando são estabelecidas as metas de produtividade.

Um erro muito comum cometido por profissionais é esperar o carnaval para começar a procurar emprego. Quem agir dessa forma pode perder grandes oportunidades”, afirma o executivo.  

Apesar das oportunidades, meirinho lembra que manter um currículo organizado é imprescindível para conquistar a posição desejada. “Esta é a sua primeira apresentação para a empresa e, se for realizada de forma adequada, é o primeiro passo para uma busca bem-sucedida”, explica. 

Ele também fala sobre os exageros cometidos por alguns candidatos, que podem terminar em rejeição. “Alguns erros são imperdoáveis e desclassificatórios na pré-seleção dos currículos. Jamais fale mal dos ex-empregadores, cometa erros de português ou adjetive suas qualificações, com expressões e palavras como bonito, boa aparência, ambicioso, inteligente e persistente, por exemplo”.

 O executivo recomenda que o profissional não abuse de elementos gráficos exagerados, como grafismos e cores nas letras. Outra dica importante é não manter um tom informal no texto e sempre ficar atento aos erros de português.

Depois de pronto, é fundamental disseminar o currículo de forma estratégica e assertiva para que seja recebido pelas corporações e empregadores de interesse.  Para isso, há três maneiras que são mais eficientes: procurar as vagas em classificados impressos e online, cadastrar-se nos links ‘Trabalhe Conosco’ dos sites das empresas e ter uma boa rede de relacionamento. Também é bom manter contato com ex-colegas de trabalho e faculdades, participar em cursos e eventos e até mesmo virtualmente em sites de relacionamentos profissionais como o Linked In (www.linkedin.com)”, orienta.

Hora da seleção 

Depois de terminar o currículo, chega hora das dinâmicas e das entrevistas, onde suas habilidades serão testadas de acordo com o que foi divulgado para os possíveis empregadores. É nesse momento que o candidato deve estar atento ao mercado no qual quer ingressar. 

“É preciso demonstrar equilíbrio na vida pessoal e profissional e se mostrar com energia e garra para assumir novos desafios. Mantenha o celular desligado durante toda a conversa, evite gírias e respostas monossilábicas ou ainda falar mais que o entrevistador. Tenha atitudes que criem empatia com o recrutador, porém sem criar intimidade, e que demonstrem segurança, como olhar nos olhos e evitar gesticular de forma excessiva”, afirma Meirinho. 

Ele ainda lembra que caso você não seja selecionado de primeira, pode entrar em contato com a empresa para pedir um retorno ou até mesmo perguntar quais os motivos da sua exclusão no processo. A dica é esperar uma semana antes de ligar.

Governo admite falhas no programa Iniciativa para o Emprego

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nos termos do relatório de execução da Iniciativa para o Investimento e o Emprego 2009, que esteve a ser discutido em sede de concertação social, as medidas adoptadas pelo Executivo socialista abrangeram 310 mil pessoas, menos de metade do número estimado, e tiveram um custo de cerca de 260 milhões de euros. Quando anunciou as medidas excepcionais, o Governo prometeu uma dotação de 580 milhões de euros. A ministra do Trabalho admite a baixa taxa de execução de parte das medidas.

“Em relação às medidas de manutenção do desemprego, nomeadamente as medidas que têm a ver com a redução da taxa social única, houve de facto um grau de execução relativamente fraco, contrariamente àquilo de que estávamos à espera”, reconheceu Helena André em conferência de imprensa, após a reunião com os parceiros sociais.

Para a sucessora de Viera da Silva na pasta do Trabalho, “isso deriva claramente da não utilização, por parte das empresas, dessa possibilidade”: “Tem a ver provavelmente, também, com o facto de alguns dos destinatários não terem conhecimento de que estas empresas existiam. Nessa medida, é firme intenção do Governo, foi um dos pontos que discutimos na reunião esta manhã, promover um sistema de informação sobre o pacote de medidas excepcionais para 2010, eu diria mais agressivo do que aquilo que foi feito em 2009″.

No ano passado, a medida que obteve menos resultados foi a redução em três pontos das contribuições para a Segurança Social por parte dos empregadores, em micro e pequenas empresas, para os trabalhadores abaixo dos 45 anos. Duas das medidas ultrapassaram os objectivos – a criação de 12 mil estágios profissionais e os apoios à integração de 30 mil desempregados em entidades não lucrativas.

Desemprego só começa a recuar daqui a três anos

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) confirmou ontem que o desemprego registado nos centros de emprego atingiu a subida e o valor mais alto de sempre: no final de Dezembro estavam inscritos na rede do IEFP mais de 524,6 mil pessoas, uma subida anual de 26,1%. No entanto, uma análise às séries históricas deste indicador (que remontam ao final de 1977) mostra que, sempre que a economia entra em recessão e o agravamento do desemprego atinge o auge, este leva entre 2,5 a 3,5 anos até iniciar a sua retoma, ou seja, a cair. O desemprego, explicam os economistas, é uma variável que reage com atraso considerável (cerca de ano, ano e meio) em relação às condições da conjuntura.

Esta crise – e a recessão que se seguiu – foi, contudo, a mais violenta das últimas décadas: em 1983, a economia sofreu uma retracção de 1% e a recuperação do desemprego registado levou mais de três anos a surgir; em 1993, o produto interno bruto (PIB) caiu 0,7% e o mercado de trabalho haveria de demorar 2,5 anos a recuperar; em 2003, o PIB recuou 0,8% e a retoma do desemprego levou cerca de dois anos a acontecer. Desta vez, a recessão deve valer um tombo de 2,7% em 2009 (Banco de Portugal), logo o desemprego vai demorar mais a recuar. Para mais, a retoma será de apenas 0,7% este ano, segundo o banco central.

Vários economistas alertam para esse facto. “Portugal, quando voltar a crescer, não o fará de forma dinâmica como no passado”, relembra António Nogueira Leite, economista e ex-secretário de Estado do Tesouro. O crescimento dos próximos anos será insuficiente para criar empregos que compensem os perdidos durante este crise, defende.

A actual crise começou oficiosamente em Agosto de 2007, com o rebentamento da bolha do subprime (créditos hipotecários de alto risco e que ficaram sem valor), embora só contagiasse a economia real no início de 2008. A saída da crise – evolução do produto interno bruto (PIB) – viria a acontecer na segunda metade de 2009, mas no mercado de trabalho levará muito mais. Isso mesmo é assumido pelo governo: “em 2010, a taxa de desemprego registará um valor médio ao de 2009, em resultado dos efeitos desfasados sobre o mercado de trabalho decorrentes da situação de crise económica”, refere o relatório de enquadramento da estratégia orçamental.

Em Portugal, há diversas políticas que vão nesse sentido: mais formação profissional, incentivos ao emprego de pessoas mais velhas ou de desempregados de longa duração. Mas a Comissão Europeia tem dúvidas sobre a eficácia global desses mecanismos. Por isso, nas últimas previsões de Outono (Novembro), Bruxelas sublinha que as perspectivas de emprego em Portugal são “frágeis”, havendo a “possibilidade de aumento no desemprego de longo prazo”. E alerta que “a verdadeira escala do ajustamento [das economias pós-recessão] ainda será vista ao longo dos próximos dois anos”. O relatório refere que “o desemprego prepara-se para subir muito no próximo ano [2010], atingindo níveis nunca vistos na última década” e que, a par disso, “a taxa de participação em 2009 e 2010 deverá cair ligeiramente nos países do euro”.

O IEFP mostra que o desemprego está a estabilizar, embora cresça a um ritmo superior a 26%: “Parece-me claro que estamos numa trajectória que manifestamente é de saída dos números negros que tivemos durante 2009. A curva está claramente a inverter-se”, referiu o secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos.

O número de novos inscritos caiu em Dezembro, pela segunda vez em 2009, no entanto, o número de pessoas à procura do primeiro emprego continuou a piorar: cresceu mais de 17% para 39,1 mil casos no final de Dezembro.

Plano do Governo criou pouco mais de 40 mil empregos em 2009

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Apenas pouco mais de um décimo dos beneficiados pelas medidas excepcionais do programa de Iniciativa para o Investimento e o Emprego 2009, lançado pelo Governo em Fevereiro passado para combater a crise no mercado laboral, conseguiram ter acesso a um posto de trabalho durante o ano passado.

E do total de 413.016 pessoas abrangidas por este plano – que compreendia algumas medidas excepcionais e outras já existentes – praticamente metade (194.529) foram beneficiados em casos de manutenção dos respectivos postos de trabalho, através da medida que prevê a redução em 3 pontos percentuais das contribuições para a Segurança Social a cargo do empregador, em micro e pequenas empresas para trabalhadores com mais de 45 anos.

Esta são duas das conclusões que se podem retirar do último relatório de execução das medidas da responsabilidade do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, que hoje vai ser debatido entre os vários parceiros sociais em reunião com a ministra Helena André.

De acordo com o documento ontem distribuído pelo Governo aos vários parceiros sociais, a que o PÚBLICO teve acesso, um total de 42.839 desempregados e jovens portugueses foram abrangidos por medidas de que resultaram na criação efectiva de postos de trabalho: cerca de 33 mil desempregados foram integrados em instituições não lucrativas; 1335 foram beneficiados no âmbito dos apoios à contratação de desempregados de longa duração e de desempregados com mais de 55 anos; 15 receberam apoios para a criação da sua própria empresa (este número é referente apenas a Novembro e Dezembro, mas os centros emprego chegaram a receber mais 179 interessados cujos processos ainda estão a decorrer) e 8454 foram apoiados através da medida que prevê o pagamento de 2000 euros às empresas que contrataram jovens, acrescido de isenção de dois anos da Taxa Social Única.

Somando a este número os desempregados que beneficiaram de apoios já em vigor para a criação da própria empresa, o número sobe para 48.438.

Contas feitas, este número corresponde a 13,7 por cento dos 310.864 portugueses que são identificados pelo Governo como tendo sido abrangidos pelas diversas medidas excepcionais do programa.

Os dados do Ministério do Trabalho revelam ainda que 12.588 jovens licenciados foram beneficiados com estágios profissionais em áreas de baixa empregabilidade (os estágios em vigor abrangeram mais 17249) e o novo Programa de Estágios Qualificação-Emprego, destinado a desempregados, independentemente da idade, que melhoraram as suas qualificações, beneficiou 1704 pessoas.

A medida de apoio excepcional a empresas e trabalhadores em situação de redução temporária de actividade (lay-off) ajudou 9474 pessoas. Já o prolongamento do subsídio social de desemprego por mais seis meses beneficiou 44.730 desempregados.

Destacar pontos positivos é segredo para bom currículo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ponto de partida para qualquer profissional em busca de um emprego, um currículo bem elaborado pode fazer a diferença na hora de ser chamado para uma entrevista. Para Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho Online, destacar os pontos positivos e omitir os negativos pode aproximar o candidato da vaga (ou ao menos levá-lo a uma entrevista).

>> Especial: Emprego e Carreira

“Para o empregador, os quesitos mais avaliados em um currículo são a experiência profissional, objetivo e a formação acadêmica. Desta forma, é importante que, ao elaborar o currículo o profissional, dê destaque especial a estas informações, principalmente se possui bons tempos de atuação nas empresas, foi promovido e possui formação em boas escolas. Falar inglês fluente ou outros idiomas mais recorrentes também é muito apreciado, merecendo destaque no currículo”, explica Carolina.

Por outro lado, omitir um curso de formação não concluído e inglês básico, por exemplo, pode ajudar. “A omissão de tais informações evita que o profissional seja eliminado de um processo seletivo logo no início, sem ter a chance de participar de uma entrevista”. Ela alerta: omitir não é mentir. Colocar no currículo informações falsas não é recomendado jamais.

Carolina Stilhano ensina como montar um currículo que atraia às empresas:

- O currículo deve ser elaborado em uma ou duas páginas;

- Dados pessoais: com nome completo, endereço, cep, telefones para contato, e-mail, idade, nacionalidade e estado civil;

- Objetivo: mencionar o cargo e a área pretendidos;

- Síntese de qualificações: frases destacando as principais qualificações, adquiridas ao longo da vivência profissional. É indicado mencionar de cinco a sete frases;

- Formação acadêmica: citar o curso, nome da instituição em que o realizou e ano de conclusão do mesmo, por ordem de importância;

- Idiomas: mencionar os idiomas e nível de conhecimento que possui,

- Experiência profissional: contém o nome das empresas nas quais trabalhou, período, cargo ocupado e atribuições;

- Cursos: relacionados à área pretendida e nomes das instituições em que os realizou;

- Informática: conhecimentos nesta área.

A gerente de comunicação da Catho Online ainda recomenda que todo currículo tenha uma carta de apresentação do profissional, “pois a mesma será vista como um diferencial, já que a grande maioria dos profissionais não tem o costume de encaminhá-la”.

“A carta de apresentação deve ser objetiva, contendo uma página no máximo, destacando os pontos fortes e omitindo os pontos fracos do perfil do profissional”, completa Carolina.

Em relação ao uso de fotografia no currículo, Carolina Stilhano alerta para certos cuidados que o candidato deve ter. Fotos são recomendadas para vagas em que o profissional tem contato pessoal com clientes.

“A foto pode passar uma imagem de que o candidato é novo demais, maduro demais, sério demais ou até mesmo não transmitir uma aparência agradável. Sendo assim, recomendo que opte por incluir sua foto somente se for uma fotografia que inspire confiança. É necessário também estar formalmente trajado e com um fundo neutro”, finaliza ela.

Emprego temporário para trabalhar na Páscoa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mesmo faltando pouco mais de dois meses para a chegada da Páscoa, no dia 4 de abril, as agências de emprego já estão trabalhando na colocação de profissionais temporários no mercado de trabalho.

O trabalho temporário na Páscoa, além de render, em média, R$ 1,2 mil para o bolso do prestador, é um tipo de serviço que pode abrir portas para um trabalho registrado. Na Agencia do Trabalhador de Curitiba, 200 vagas já foram intermediadas desde outubro, mas a expectativa é que novos cargos abram.

A expectativa é do gerente da Agência do Trabalhador de Curitiba, Rafael dos Santos. “Deveremos ter vagas para a área de promotor. Essa é uma tendência natural. Estimamos que as empresas busquem por profissionais logo que as vendas começarem a acontecer”, estima.

Entretanto, para garantir uma vaga temporária é preciso se preparar. A Pró Eventos, empresa que trabalha com a contratação de promotores temporários em todo o Estado, está selecionando profissionais para preenchimento de 600 vagas temporárias, conforme explica a assessora Meiri Iassimini, que trabalha com cursos de capacitação na agência.

“Somos como um celeiro, onde selecionamos aqueles que realmente estão dispostos a trabalhar. Para essa época do ano não há preferência por perfil de trabalhadores. As empresas querem um bom profissional, seja homem, mulher, jovem ou até mesmo pessoas com idade mais avançada, com experiência ou não. O importante é querer trabalhar”, ressalta.

Dentre os candidatos a uma vaga para o serviço temporário na páscoa está o estudante Yuri Furuushi. “Essa é minha primeira vez. Acredito que será uma experiência interessante, pois no final terei o meu dinheiro para fazer o que quiser”, admite. De acordo com Iassimini, o profissional que trabalha no período de Páscoa é bastante cogitado pelo mercado de trabalho.

“O trabalho temporário na Páscoa é o mais puxado. A cobrança existe de todos os lados. Por isso o profissional que consegue chegar ao final tem alguns pontos extras na hora de uma nova contratação”, diz.

Para a candidata Suelen Priscila Esperanceta, participar de trabalhos temporários já virou rotina. Recentemente ela terminou outro trabalho desse tipo, agora busca se garantir financeiramente na Páscoa.

Empreendedores devem passar de 1 milhão

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Brasília – Os trabalhadores que quiserem se formalizar como pequenos empresários vão contar, a partir do dia 8 de fevereiro, com um novo sistema na internet. Segundo o secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini Júnior, com o novo sistema, poderá ser superada a meta de 1 milhão de trabalhadores formalizados como empreendedores até o final deste ano.

“Estamos confiantes na superação da meta”, disse o secretário. O presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Valdir Pietrobon, concorda que o novo sistema facilitará a formalização e afirma: “No momento em que entrar em operação, teremos um boom”.

Segundo o ministério, a segunda geração do Portal do Empreendedor terá uma fase de teste a partir da próxima segunda-feira (18). Depois disso, a partir de 8 de fevereiro, o sistema estará disponível em todos os estados. Atualmente, estão inseridos no sistema somente São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Ceará e Distrito Federal.

De acordo com Lupatini, o preenchimento dos dados no sistema ficará mais simplificado e não haverá necessidade de imprimir e assinar documentos presencialmente nas juntas comerciais. Com o novo sistema, as informações necessárias serão: RG, CPF e CEP, nacionalidade, data de nascimento, ponto de referência do endereço e código da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE). “O sistema foi concebido para ser simples e ágil”, disse o secretário.

O público-alvo do programa Empreendedor Individual são os cerca de 11 milhões de trabalhadores informais do país. Até o dia 10 deste mês, foram registradas mais de 126 mil formalizações e quase 3 milhões de visitas ao portal, que entrou em funcionamento em julho de 2009.

Lupatini disse que, para o empreendedor, a principal vantagem da formalização está no direito à cobertura previdenciária, “como qualquer outro trabalhador”. Também há preferência para as micro e pequenas empresas nas licitações do governo de até R$ 80 mil. Outra vantagem é o acesso facilitado ao crédito e com taxas de juros menores. O empreendedor formalizado tem ainda direito à contratação de um funcionário que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

Pietrobon orienta os trabalhadores informais a procurarem empresas contábeis optantes pelo Simples Nacional na hora da formalização. A legislação obriga tais empresas a fazer o cadastramento dos empreendedores individuais gratuitamente no sistema, explica Pietrobon. A lista dessas empresas está disponível no Portal do Empreendedor.

Para ser empreendedor individual, é necessário faturar até R$ 36 mil por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. É preciso pagar uma taxa fixa mensal de R$ 11% sobre o valor do salário mínimo, para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais R$ 1,00 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), se for do setor industrial ou comercial, e R$ 5,00, se for do setor de serviços.

Concurso: 12 dicas testadas e aprovadas para passar

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Quem passou há menos de 3 meses em um concurso público federal em que havia mais de 400 candidatos por vaga certamente pode ter alguma dica a compartilhar, certo?

Concurso é uma palavra não sai da moda em momentos de crise econômica, e a febre de artigos sobre concursos públicos na imprensa nacional reflete este interesse do público. Quando eu escrevi o artigo “Concurso: plano realista para se preparar – e passar“, comentei que além de ter uma experiência pessoal bastante positiva com concursos públicos (e que reflito nos meus artigos), tenho também contato próximo com bastante gente aprovada em concorridos concursos recentes, e que reconheço nelas algumas características em comum.

E o mais interessante: várias delas compartilham a minha opinião de que as características que elas têm em comum não correspondem a uma vontade (ou capacidade) insana de estudar todas as apostilas do mundo. Estudar certo é apenas um requisito essencial, mas o que diferencia estes candidatos aprovados com que eu convivo parece ser a capacidade de se manter motivado, de fazer escolhas racionais e de incluir a preparação para concursos na sua vida normal, deixando de fazer com que seja algo que interfere ou atrapalha.

As minhas opiniões sobre o assunto já se refletiram em vários artigos que eu escrevi (veja os links ao final deste texto), mas ao ler um destes meus artigos, uma destas pessoas com quem eu convivo (e cujo anonimato vai ser preservado, a pedido) e que recentemente passou em um concurso público federal para um cargo para o qual havia mais de 400 candidatos por vaga me procurou sugerindo compartilhar com os leitores o posicionamento que ela adotou.

Claro que eu aceitei a oportunidade de compartilhar estas dicas com vocês, e topei a oferta. Em troca de um cachê milionário, sugeri que ela adotasse o popular formato “12 dicas”, refletindo a experiência pessoal dela, que aí cada interessado pode decidir se são aplicáveis ou não à sua vida pessoal.

Portanto, segue o texto dela, na íntegra!

12 dicas de uma aprovada em concurso público

1. Acredite! Ok, você mal começou a ler e já deu de cara com um clichê. Mas é verdade, não tem como se dedicar e manter motivado até o final se você achar que não vai conseguir. Eu costumava pensar: alguém sempre vai passar!

2. Desencane da concorrência! Segundo clichê, tudo bem. Mas imagine que você está suuuper empolgado, saiu o edital, já começou a ir atrás do material e de repente divulgam a relação: 600 candidatos/vaga (ou 100, ou 20, que seja). Não desanime, o que está ao seu alcance para estar à frente deles é VOCÊ se preparar – e a situação deles, coletivamente, não é diferente.

3. Não economize mais do que o necessário. Pense em material de estudo como investimento. Não se endivide, mas também não seja mesquinho. Vale bem mais a pena comprar um livro bom e caro do que comprar outro desatualizado ou que não serve pra nada. E não são só os livros: assine sites especializados. Eu usei o da Folha Dirigida pra download de provas (fiz a menor assinatura, super baratinho e baixei milhões de provas) e para as matérias jurídicas usava também a biblioteca de questões do Portal ClubJus que tem um filtro ótimo que delimita bem o assunto. Na época era gratuito, depois creio que passou a ser cobrado. Mas admito que comprei várias coisas inúteis, como um curso online de raciocício lógico que chegou a me dar vergonha alheia pela quantidade de erros. Nem sempre a gente acerta…

4. Peça ajuda a quem sabe. Leve o edital para um conhecido da área indicar a bibliografia. Para as matérias jurídicas, eu cansei de comprar livros que estavam totalmente fora do propósito até que uma prima advogada me indicou e até emprestou os livros certos.

5. Foco no conteúdo! O tempo muitas vezes é escasso. Se o assunto for interessante, a tentação de divagar fica grande. É como pesquisar na Wikipédia: você entra em um assunto, clica num link, depois em outro e daqui a pouco nem lembra mais onde começou e o que queria saber. A minha dica é ficar sempre com o conteúdo programático em mãos. Eu prendi o meu num desses calendários triangulares de mesa, pra não perder no meio da papelada e ia grifando com um marca-texto os assuntos já estudados.

6. Não se deixe desanimar pelos outros. Tem gente que vai insistir pra você sair bem naquele dia que o estudo está rendendo, outros vão dizer que concurso é uma questão de cartas marcadas (eu não acredito que seja tão fácil de a entidade fraudar com sucesso, pelo menos na maioria dos casos, mas tudo bem). Enfim, tem coisas que é melhor deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro.

7. Lazer e equilíbrio. Claro que você vai abrir mão de algumas coisas, mas se ficar trancado em casa não vai se manter motivado por muito tempo. Como eu trabalhava período integral, precisava usar as noites e final de semana para estudar. Desisti de algumas viagens, mas sempre arranjava tempo pra uma cervejinha com os amigos. Tem que ser encontrado o equilíbrio.

8. Respeite-se! Há dias que não adianta, a matéria não entra de jeito nenhum: dê um tempo, caminhe, tome um banho, cozinhe, tome uma cerveja, converse no MSN. Se não tiver jeito, tire o dia de folga e recomece amanhã. Só não pode virar hábito.

9. Plano B. Chegou um momento em que eu estava saturada, me distraía o tempo todo com TV, Internet, comida… Só motivação pura não bastava, aí passei a ir estudar na biblioteca de uma faculdade. E tinha que ser numa bem longe, porque se ia na mais perto de casa me dava muita vontade de fugir pro meu quarto.

10. Exercícios, exercícios! O mais megaimportante: EXERCÍCIOS, MUITOS EXERCÍCIOS, EXERCÍCIOS EXCESSIVOS. Não importa se você estuda lendo, fazendo tabela, resumo, desenho, organograma, o importante é resolver muitos exercícios mesmo. Resolver, e não ficar lendo a pergunta e a resposta certa. Tenho certeza que foi esse exagero que me fez ser aprovada: lia um assunto, daí resolvia umas 100 questões sobre aquilo. Cansava? Ok, só mais 20… Fazendo isso você passa a entender o raciocínio das perguntas, o que a banca costuma avaliar de cada assunto. A formulação muda, mas o conteúdo é semelhante. Além disso, você ainda percebe as suas próprias dúvidas e as corrige.

11. Reprovou em 2? Em 3? Não desista! No último ano fiz 7 concursos e muitas vezes bati na trave, daí pensava: “É, alguém se preparou mais que eu…” Ou ia super bem na prova e caia lá pra trás na classificação por causa de alguma prova de títulos. Não vou mentir, isso me deixava furiosa e às vezes depois de uma decepção dessas ou de uma prova muito difícil, eu me permitia uma semana de folga, ou até mais. Mas logo recomeçava, mesmo que num ritmo mais lento.

12. Tenha um objetivo Minha aprovação mais recente foi para um cargo pelo qual eu tenho fascinação, então não foi difícil: conseguia até me imaginar exercendo. Mas a motivação pode ser qualquer uma: quer ser PF para lutar contra o crime, ser fiscal para combater contrabando ou a galera que sonega enquanto a gente se mata de pagar impostos? O importante é ter foco, e nem sempre precisa ser no contra-cheque e na estabilidade.

Prepare-se para concursos públicos na Microlins

Wireless: maior alcance para sua rede sem fio com um repetidor wi-fi

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Redes wireless são uma realidade cada vez mais presente nas casas e escritórios, conforme se popularizam os notebooks, netbooks, smartphones e outras tecnologias de mobilidade digital.

No caso ideal (mas que frequentemente ocorre), configurar a rede sem fio é simples: pluga-se o roteador wireless na tomada e no modem de acesso da banda larga já existente, segue-se um procedimento simples de mudança de senha e outras configurações essenciais de segurança, e tudo funciona. Quando há alguma dificuldade para seguir as instruções essenciais de configuração, chama-se aquele afilhado ou amigo mais geek, e ele termina de resolver tudo antes de o cafezinho ficar pronto.

Mas há casos que passam bem longe do ideal, e aí as soluções começam a ficar menos simples. Um deles é o da insuficiência de cobertura: às vezes o sinal da rede wireless chega muito fraco (ou simplesmente não chega) a algum cômodo que você gostaria de atender.

Já tratamos do assunto anteriormente, com soluções relativamente simples e baratas, como substituir a antena do roteador por uma mais potente (R$ 30), ou mesmo tentar direcionar o sinal para o cômodo que estiver sem cobertura.
Repetidor sem fio (e access point) TP-Link TL-WA501-G

Já usei com pleno sucesso ambos os métodos, mas recentemente me mudei para um apartamento em que a configuração dos corredores e paredes impede a eficácia plena de ambos, e não foi possível encontrar uma forma de levar o sinal de um único access point a todos os ambientes. Foi assim que resolvi recorrer a uma solução mais tecnologicamente ortodoxa: um repetidor Wi-Fi.

Repetidores wireless dedicados domésticos não são muito fáceis de encontrar, mas vários modelos de roteadores sem fio e pontos de acesso incluem esta função adicional (procure pelo modo repeater na descrição da caixinha). Eu escolhi um modelo da TP-Link (o TL-WA501-G) que custou R$ 170,00 em uma loja aqui em Floripa, e que já veio com o selo de homologação da ANATEL.
Diagrama da minha rede sem fio com repetidor – os equipamentos são de fornecedores diferentes (Linksys, D-Link e TP-Link), sem problemas de compatibilidade

O funcionamento de um repetidor Wi-Fi é bem diferente do que eu imaginava. Ao invés de se conectar via IP como um “subordinado” ao roteador principal pré-existente e repassar a ele os dados que recebe, o repetidor faz algo aparentemente mais simples: assume a mesma configuração do roteador original (canal, ESSID, chave de acesso, método de criptografia), e repete (com a potência da sua antena, bem mais forte que a dos nossos notebooks) a ele tudo o que captar.

A vantagem deste modo de operação, em relação à configuração IP hierárquica que eu supunha, é que os notebooks da rede nem ficam sabendo que estão falando com um repetidor: você pode andar por todos os cômodos da casa, e sua conexão será preservada continuamente, sem necessidade de ajustes. A desvantagem é para quem precisa de desempenho na conexão interna (o que não é tão comum): como todas as transmissões na área do repetidor serão duplicadas, a velocidade máxima possível cai. É possível colocar múltiplos repetidores (para cobrir um condomínio, por exemplo), mas o desempenho total cai ainda mais (o que pode ser um problema menor se a velocidade do acesso banda larga for bem inferior à da rede sem fio).

A configuração do meu repetidor sem fio TP-Link era claramente voltada a quem deseja usá-lo como um access point comum (e neste sentido era bastante simples), mas colocá-lo no modo wireless universal repeater exigiu bons 30 minutos de pesquisa e alguma ginástica que foi além do que o manual preconizava, incluindo conectar-se a ele via cabo de rede no conector de uplink e (repetidamente) configurar o laptop com o endereço IP 192.168.1.2 para poder permanecer conectado ao longo dos vários reboots necessários a configurar a criptografia, as chaves, e o endereço MAC do roteador principal – nesta ordem). Talvez dessa vez o seu amigo geek chegue a tomar o cafezinho antes de completar o procedimento!

Mas depois de configurado, tudo passou a ser simples. Bastou levá-lo ao cômodo em que não havia cobertura, e colocá-lo na tomada (não há necessidade de cabos de rede, naturalmente). Como a antena dele é mais potente e mais sensível, ele não teve nenhum problema para se conectar ao roteador principal, e o nível de sinal captado pelo notebook, que variava entre 15% e 25%, passou instantaneamente a 90% – e vem funcionando bem desde então, com as mesmas velocidades de conexão à Internet que já eram obtidas nos demais cômodos.

Naturalmente não posso me oferecer como suporte técnico para a configuração da sua casa ou escritório. O que posso fazer é confirmar que para mim a solução funcionou, e que a configuração não foi difícil a ponto de comprometer o processo. E que, desde que ativei o repetidor, o acesso sem fio funciona em todos os cômodos sem problema nenhum de cobertura, e sem necessidade de mexer em nada na configuração dos notebooks e smartphones da família ;-)

Notebook: aprenda como escolher para comprar bem e pagar menos

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Comprar um notebook, com tantos modelos disponíveis, exige equilíbrio entre várias escolhas conflitantes. Veja alguns critérios objetivos para simplificar as suas opções.

Agora que o mercado brasileiro de notebooks tem um leque variadíssimo de opções, com alguns modelos no varejo (local, e não o do Paraguai!) com preços abaixo de R$ 2.000 e outros acima de R$ 10.000, cada vez mais pessoas estão pensando em comprar seu primeiro notebook, para as mais variadas finalidades. Alguns querem substituir ou complementar o computador que já tinham em casa ou no escritório, outros querem levar para a universidade, reuniões ou viagens. A maioria vai passar 95% do seu tempo de uso com as atividades mais comuns (navegação na Internet, edição de texto, e-mail e assistir filmes), enquanto outros usarão como ferramenta de desenvolvimento de softwares, publicação ou mesmo jogos avançados.

Experiência, objetivo e formação são itens mais avaliados em triagens de currículos online

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O primeiro passo para uma busca bem sucedida na internet por um emprego começa pelo cadastro em sites que possam oferecer oportunidades adequadas ao nível profissional do candidato. É o que diz Laís Passarelli, presidente da Passarelli Consultores, empresa que presta serviços de seleção de talentos para posições estratégicas. “Não adianta cadastrar dados em site de executivos se você ainda é uma pessoa que está começando sua carreira”.

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Os bancos de dados de sites Catho, Empregos.com.br e Curriculum facilitam o processo de recrutamento tanto para a empresa que abre a vaga, que tem à disposição uma miríade de currículos, quanto para a pessoa que se candidata para preenchê-la, que pode disponibilizar suas informações profissionais e encaminhá-las para triagem pela empresa. Laís comenta, também, que cada vez mais as redes sociais, como o LinkedIn, também têm desempenhado um papel importante no recrutamento, especialmente de executivos.

Mas como saber se o site escolhido é o mais indicado? Conversar com colegas que têm mais experiência no assunto e buscar própria internet informações sobre a empresa que o mantém são formas de saber. O profissional deve ter o cuidado de conhecer o banco de dados para o qual está submetendo seu currículo e ter certeza de que a confidencialidade de suas informações será garantida. “É importante saber da idoneidade, saber onde seus dados podem estar e para onde eles vão”, explica.

Currículo online
A elaboração do currículo online segue as mesmas premissas do currículo tradicional. As informações devem ser bem redigidas, objetivas, e, principalmente, verdadeiras. “Quando a mentira for descoberta, ela certamente irá eliminá-lo automaticamente do processo seletivo”, explica Adriano José Meirinho, o diretor de Marketing da Catho Online.

Ele diz, também, que os quesitos mais avaliados durante triagens de currículos são a experiência de trabalho, o objetivo e a formação acadêmica do candidato. “É importante que, ao elaborar o currículo, o profissional dê destaque especial a estas informações, principalmente se possui bons tempos de atuação nas empresas, foi promovido e possui formação em boas escolas”, explica. Preencher o campo “idiomas” também é interessante se a pessoa falar inglês fluentemente, além de outras línguas.

Se o profissional não concluiu o curso de formação ou não fala inglês, entretanto, Meirinho recomenda que essas informações sejam deixadas de lado quando o currículo for preenchido. “A omissão de tais informações evita que o profissional seja eliminado de um processo seletivo logo no início, sem ter a chance de participar de uma entrevista”.

Confira os endereços de alguns sites de emprego:

Manager Online – www.manager.com.br
Além do cadastro e busca de currículos e vagas, o site, que está no ar há 10 anos, está sendo reformulado para disponibilizar conteúdo voltado para a busca do emprego. Também oferece cursos online de preparação para concursos públicos.

Catho – www.catho.com.br
Criado em 1996, o site permite o anúncio de currículos gratuitamente por 7 dias, e também oferece outros serviços pagos, como análise e tradução de currículo, cursos online e treinamento empresarial.

Empregos.com.br – Oferece cadastro e divulgação de currículos gratuitamente por 10 dias, e 15 cursos online de informática grátis mediante assinatura dos planos profissionais pagos.

Curriculum.com.br – O cadastro do currículo, que fica 100% visível para empresas, é gratuito. O usuário pode optar por serviços adicionais pagos, como o Destaque, que faz o currículo aparecer nas primeiras posições das pesquisas feitas pelas empresas.

Vagas.com.br – Desde 1999, os serviços do site, como pesquisa e acesso a vagas, cadastro de currículos e monitoração de vagas, são gratuitos para candidatos.

Fundo Monetário Internacional alerta sobre a crise do emprego

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O director-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, pediu a governos do mundo inteiro que dediquem mais recursos para combater a “grande crise do emprego” e alertou para a fragilidade da recuperação da economia global.
“A crise do emprego vai durar meses”, afirmou Strauss-Kahn, que pediu aos governos que dediquem parte dos recursos dos pacotes de estímulo à criação de empregos.
Nos Estados unidos, a taxa de desemprego ficou, em Dezembro, em dez por cento, o mesmo nível de Novembro e próximo de patamares vistos pela última vez apenas na primeira metade dos anos 1980. Na Zona Euro, a taxa de desemprego chegou a dez por cento em Novembro, a maior desde Agosto de 1998; na UE (União Europeia) como um todo, a taxa em Novembro foi de 9,5 por cento, a maior da série iniciada em 2000, contra 9,4 por cento em Outubro. “Não nos deixemos enganar pelas cifras do crescimento mundial”, disse, acrescentando que as ajudas públicas precisam de ser mantidas até que a demanda privada ganhe força. “A recuperação global está mais robusta, mas ainda é frágil”, afirmou.
O FMI deve divulgar nas próximas semanas novas previsões de crescimento. Strauss-Kahn disse que os números deverão apresentar um desempenho melhor que os divulgados em Outubro, mas disse que ainda é preciso cautela perante os actuais níveis de desemprego.

Concurso Ministério do Trabalho e Emprego abre inscrição

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Começa o período de inscrição para o concurso público do Ministério do Trabalho e Emprego 2010. O concurso MTE oferece 234 vagas de até R$ 13.067,00. Clique aqui e veja o Edital do Concurso.

A inscrição será efetuada, exclusivamente via internet, no endereço eletrônico www.esaf.fazenda.gov.br, até as 23h59min do dia 01 de fevereiro de 2010, considerado o horário de Brasília-DF, mediante o pagamento da taxa a ela pertinente, por meio de boleto eletrônico, pagável em toda a rede bancária.

As provas objetivas serão aplicadas no dia 14 de março de 2010.

Os gabaritos e as questões das provas aplicadas, para fins de recursos, estarão disponíveis a partir do primeiro dia útil após a aplicação das provas.

O prazo de validade do concurso Ministério do Trabalho e Emprego 2010 será de 8 (oito) meses, prorrogável por igual período, mediante ato da Coordenação-Geral de Recursos Humanos do Ministério do Trabalho e Emprego, contado a partir da homologação do resultado final do concurso.

Microcrédito: uma saída para o desemprego

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O microcrédito pode ser a bóia de salvação para muitos desempregados, ainda para mais numa altura de crise, em que são destruídos tantos postos de trabalho. Os bancos concedem este pequeno empréstimo – que pode chegar aos 17.500 euros – sem comissões e a spreads baixos para quem tenha uma boa ideia de negócio. A Agência Financeira foi conhecer dois microempreendedores.

A Susana Vergueira e a Claúdia Mora trabalharam como jornalistas durante cerca de 10 anos, até que o jornal onde trabalhavam fechou e ficaram no desemprego. Foi então que se lembraram de um velho sonho: ter um salão de chá. Como já conheciam o conceito de microcrédito, contactaram o banco. Como eram universitárias, a garantia de apoio foi imediata, assegura a directora do microcrédito do BCP, Helena Mena, que se compromete – em qualquer caso – em dar uma resposta em 48 horas.

Cerca de um ano depois, em Setembro de 2009, a Susana e a Cláudia viam o seu projecto se concretizar. Abriram um salão de chá – um franchising espanhol – no centro de Queluz. Cada uma obteve um crédito com condições especiais de 5.500 euros e ainda com ajuda do subsídio de desemprego do Estado.

«Foi um processo célere e o microcrédito foi uma peça-chave fundamental. Além disso, acompanharam-nos durante todo o processo», contou Susana Vergueira à AF

BCP e ANDC criaram 3.200 postos de trabalho

Helena Mena explica que o BCP está receptivo a qualquer ideia de negócio economicamente viável e esse é o primeiro requisito para que os contactar. Uma vez tendo a ideia pode fazer a proposta ao banco através das agências especializadas (Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada) ou em qualquer sucursal, e-mail e até por telefone. O montante pode chegar aos 17.500 euros por candidato, com uma taxa associada baixa e que varia consoante a natureza do projecto e perfil do candidato.

A responsável mostra-se satisfeita pelos números já conseguidos. «Em conjunto com a Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC), aprovámos quase 2 mil operações, criámos 3.200 postos de trabalho e concedemos 15 milhões de euros», adianta Helena Mena à AF, que realça que cerca de 5% chega a conseguir pagar o crédito antes de tempo.

Em poucos meses, Ricardo Leal também viu o seu sonho realizado. Formado em Antropologia, preferiu um início de vida adulta estável. Contactou a ANDC que a encaminhou para a Caixa Geral de Depósitos (BCP). Pediu 7 mil euros para abrir uma loja de bicicletas no centro de Lisboa e seis meses depois via o projecto concretizar-se.

Brasil irá concentrar em 2010 R$25 mi de cooperação

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Brasil estuda concentrar o orçamento previsto para três anos de cooperação internacional no Haiti, de R$ 25 milhões (US$ 14,7 milhões). A iniciativa é totalmente separada da ajuda emergencial de R$ 26,6 milhões (US$ 15 milhões) que o Brasil ofereceu ao Haiti devido ao terremoto que devastou o país na última terça-feira (12), da qual R$ 8,8 milhões (US$ 5 milhões) já foram liberados.

O adiantamento ocorre devido à destruição provocada pelo tremor de sete graus na escala Richter pode ter provocado a morte de até 140 mil pessoas. Há localidades no Haiti que tiveram 90% de suas construções destruídas e a ONU (Organização das Nações Unidas) calcula que ao menos 10% das edificações de Porto Príncipe ruíram completamente, no que a organização classificou como a pior tragédia enfrentada em sua história.

O Brasil, que comanda a missão de paz da ONU no país, a Minustah, tem oficialmente confirmada a morte de 14 militares. O país também perdeu a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e o diplomata Luiz Carlos da Costa, que era o número dois da ONU no Haiti.

Como estratégias de cooperação ao desenvolvimento, o Brasil tinha em seu planejamento cerca de 30 iniciativas em 2010 e 2011. Muitos destes programas terão de ser suspensos até por falta da estrutura mais básica para que continuem. O certo é que em dois meses uma missão oficial deve voltar à ilha levando empresários de instituições como Fiocruz, Senai, e Senac para avaliar a continuidade e reformulação dos projetos.

No Brasil, a agência que trabalha com a cooperação internacional, a ABC (Agência Brasileira de Cooperação), já coordenava no Haiti projetos em basicamente quatro áreas: agricultura e segurança alimentar, fortalecimento institucional, formação profissional e meio ambiente. Agora, tudo foi suspenso.

Alguns envolviam o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), somavam R$ 12 milhões (US$ 7 milhões) nestes três anos. O Centro de Formação Profissional Haiti Senai custaria R$ 7 milhões (US$ 4 milhões), seria em Varreux, e neste ano começaria a treinar profissionais para a área industrial, sobretudo em mecânica, eletricidade, informática, confecção e construção civil.

O plano da ABC com o Senac era semelhante: montar um centro de formação, mas na área de comércio e serviços, que custaria R$ 5 milhões (US$ 3 milhões) e ficaria na capital, Porto Príncipe.

O poder público do Haiti cedeu os prédios onde os projetos seriam instalados, e as entidades brasileiras deveriam reformar e ocupar.

Mas, se a infraestrutura ameaça alguns projetos, outros gritam por urgência. Os haitianos sempre sofreram por causa da miséria que assola o país, e a destruição causada pelo terremoto só piorou a situação. Nesse cenário, a atuação da Embrapa se torna cada vez mais fundamental; é o órgão brasileiro que, por meio da ABC, coordena os vários programas de agricultura e segurança alimentar.

Os projetos que envolvem a Embrapa somam quase a metade da verba projetada os próximos três anos, e todos tratam de melhorar a produção agrícola usando novas tecnologias. O principal é a construção da sede física do Programa Estratégico Brasil-Haiti nas áreas de Segurança Alimentar e Nutricional avaliado em R$ 9,3 milhões (US$ 5,3 milhões).